Bombardeios deixam centenas de milhares de famílias sem luz e presidente reforça apelo por envio urgente de mísseis de defesa aéreos
Ataques russos à infraestrutura de energia da Ucrânia deixaram centenas de milhares de famílias sem eletricidade em quatro regiões do país durante a madrugada. A informação foi confirmada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em publicação nas redes sociais. As investidas atingiram subestações, transformadores e linhas de transmissão nas províncias de Dnipro, Vinnytsia, Zhytomyr e Khmelnytskyi.
Segundo o governo ucraniano, equipes de emergência trabalham para restabelecer os serviços básicos. O avanço das ofensivas ocorre no momento em que o país se prepara para o rigor do inverno no Hemisfério Norte, período em que o colapso energético traz impactos graves à população civil.
Escala dos ataques e ofensiva aérea
De acordo com o balanço divulgado por Zelensky, a ofensiva russa contra o território ucraniano registrou volume elevado de disparos na última semana:
- Drones de ataque: 1.940 unidades lançadas;
- Bombas aéreas guiadas: mais de 1.580 disparos;
- Mísseis: 44 artefatos de variados tipos, dos quais 36 mísseis balísticos.
O presidente ucraniano ressaltou que as forças russas buscam explorar a escassez de sistemas de interceptação de alta precisão em posse das forças de defesa locais.
Apelo por mísseis Patriot e ajuda ocidental
Diante do agravamento dos estragos na rede elétrica, o chefe de Estado voltou a cobrar celeridade dos parceiros ocidentais, especificamente dos Estados Unidos e de países europeus, para o envio de novos pacotes de assistência militar e sistemas antiaéreos Patriot.
"A intensidade dos ataques é extremamente alta, e os russos estão tentando tirar o máximo proveito da escassez de interceptores de mísseis balísticos. Todos os dias, comunicamos nossa necessidade de mísseis Patriot para a América, Europa e outros parceiros que podem ajudar", escreveu Zelensky.
O líder ucraniano apontou que os aliados devem formalizar este mês novos pacotes de socorro financeiro e militar, mas ponderou que a logística de entrega precisa acompanhar a urgência no campo de batalha. "Mas essas entregas não podem levar anos. A Rússia está destruindo infraestrutura e matando nosso povo agora, e está apostando em mísseis balísticos neste inverno. Assim, as decisões sobre defesa aérea também devem ser implementadas agora", concluiu.
Fonte: jc.uol.com.br