Artista, que é um dos principais nomes da Música Popular Brasileira, emocionou o público com a turnê "Djavanear 50 anos: só sucessos", no Classic Hall
O cantor Djavan, 77 anos, celebrou a carreira em show com ingressos esgotados na noite deste sábado (31) no Classic Hall, em Olinda, Grande Recife. Com uma energia admirável, o artista, um dos principais nomes da Música Popular Brasileira, emocionou o público com a turnê "Djavanear 50 anos: só sucessos".
O show começou com "Sina", acompanhada pelo público, que sabia todas as músicas de cor e fez vários acenos ao artista, com coros de "Djavan, eu te amo". O cantor, que é de Maceió (AL), retribuiu dizendo que Recife era sua segunda cidade no Nordeste. Ele já chegou a morar por mais de um ano na capital pernambucana: "Eu amo essa cidade", declarou. Durante o show, o artista recebeu de presente do público uma sombrinha de frevo.
Na sequência, o repertório teve "Eu Te Devoro", "Boa Noite", "Cigano", "Nem Um Dia", "Miragem", "Linha do Equador" e "Um Brinde". O gingado do artista, que caminhava pelo palco e dançava durante as músicas, foi aclamado pelo público, composto por pessoas de várias gerações, comprovando a atemporalidade do artista.
Um dos momentos mais especiais do show foi a música "Meu Bem Querer", cantada em um clima intimista com voz e violão e entoada em peso pelo público. Ao final da canção, o artista foi ovacionado.

Depois, vieram "Oceano", "Lambada de Serpente", "Azul" e "Açaí". Djavan fez uma homenagem emocionada a Gal Costa, citada como a maior intérprete dele, e neste momento o cantor sentou no chão do palco para interpretar "O Vento".
Na parte mais próxima do final do show, que durou quase 2h30, o artista cantou "Se...", "Me Leve", "Pétala", "Serrado", "Fato Consumado/Flor de Lis", "Quase de Manhã" e "Seduzir". Na sequência, colocou todos para dançar com "Samurai" e "Lilás", finalizada com uma chuva de confetes deixou o fãs em euforia.
Depois da canção, o artista saiu brevemente do palco. No retorno, respondeu ao público, que cantava "Olê, Olê Olá, Lula, Lula" fazendo o "L" em homenagem ao presidente reeleito, do PT: "Salve a nossa democracia", disse Djavan. Então, cantou "Um Amor Puro" e fechou a noite com "Sina".
Além das canções, que dispensam comentários, um destaque da apresentação foi a qualidade das imagens que passavam nos telões, com cores vívidas, contribuindo para a construção da atmosfera da apresentação. O show é acompanhado por oito músicos e tem direção artística de Gringo Cardia.

Fonte: jc.uol.com.br